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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Perashat Matot

לרפואה ולברכה, לחנה בת פאולו ומשפחתה
Para cura e para benção, por Ana filha de Paulo e sua família
Depois de haver passado as mitsvot relativas aos sacrifícios e as festas, D'us agora convoca os líderes do povo e dá as mitsvot relacionadas a votos (nedarim) e juramentos (shevu'im). Logo em seguida D'us ordena a Moshé que convoque o povo para fazer guerra contra os midianitas pelo que eles fizeram com o povo de Israel, deixando todos os homens midianitas mortos, e dentre os mortos estava Bilam ben Be'or, que fora quem deu o conselho de entregar as mulheres midianitas para fazer Israel tropeçar.
Depois da guerra, D'us fala ao povo sobre como proceder com os utensílios espoliados. Daqui aprendemos as leis sobre casherização de utensílios que pertenceram a um não-judeu.
As tribos de Reúben e Gad solicitam a Moshé que lhes dê as terras a leste do rio Yarden como herança. Moshé lhes repreende por desejar descansar enquanto as outras tribos continuam as guerras pela conquista da Terra de Israel, mas concorda em lhes dar aqueles territórios com a condição de que eles se apressem e lutem junto com seus irmãos – o que foi prontamente aceito. Metade da tribo de Menashé também ganha territórios junto de Reúben e Gad do lado oriental do Yarden.

Um pensamento: Por que a perashá começa dizendo "E disse Moshé aos líderes das tribos de Israel", diferente da maioria das outras partes da Torá onde fala ou D'us dizendo a Moshé ou Moshé dizendo ao povo? Segundo Rashi, a ideia aqui foi dar honra aos líderes, ensinando-os primeiro, para só depois esses líderes ensinarem ao povo - de fato, todas as mitsvot foram entregues desta forma, mas aqui a Torá quis reforçar a ideia de estudo.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

"Entre Eu e os filhos de Israel ele (shabat) será um sinal para sempre..."

Por: Hannah Martins

Há mais de três milênios o Shabat tem sido observado, e é considerado "lev hamitsvot" (o coração das mitsvot). Assim como o coração é de extrema importância para o corpo, o cumprimento do shabat tambem o é, pois seu cumprimento equivale a todas as outras mitsvot da Torá, como foi dito: “Shekulá shabat kenêgued kol mitsvot Hatorá” (o shabat equivale a todas as outras mitsvot da Torá).

COMO GUARDO O SHABAT?

Guardar o Shabat envolve não violar as 39 avot melacha (aqueles trabalhos proibidos na construção do Bet Hamikdash - sendo isso "mitsva deorayta", mandamento da Torá) mais algumas mitzvot derabanan (decretada pelos nossos Sábios), porém a pedra fundamental é o imperativo “Zachor veShamor" (lembra e guarda) por nos remeter ao estudo das mitsvot, como foi dito "Grande é o estudo, pois este resulta em atos" (Kidushim 40b). Além de diligência tanto nos estudos (zachor) quanto na prática (shamor), as mitsvot de shabat envolvem amor e obediência, pois somente estes fazem com que lhe demos a honra devida e nos regozijemos verdadeiramente.

"DISSE D'US A MOISES: BELO PRESENTE GUARDO EM MEU COFRE; ELE SE CHAMA SHABAT E DESEJO DÁ-LO A ISRAEL - VÁ E AVISE-OS. " Tratado Shabat.

O Midrash, em nome de Rabi Shimom bar Yochai, diz que no momento da criação o shabat foi até D'us e reclamou: "Por que todos os dias da semana tem um par e eu não?"
D'us então respondeu: " O teu par será o povo de Israel." Disso aprendemos que o Shabat e o povo de Israel estão interligados um ao outro, assim como a D'us, seis dias trabalharemos, porém ao terminar o sexto vem o shabat, dia de descanso; esta é uma das "marcas" que distingue o povo judeu das demais nações.

POR QUÊ AS DUAS VELAS?

São usadas no mínimo duas velas em razão dos mandamentos "zachor et yom hashabat lekadeshô" ("Lembra-te do dia de shabat para o santificar" - Shemot 20:10) e "Shamor et yom hashabat lekadeshô" ("Guarde o dia de shabat para o santificar" - Devarim 5:12). No momento da entrega da Torá, essas duas coisas foram ditas como uma só (o poema Lechá Dodi, recitado no kabalat shabat, remete a isso ao dizer "Guarde e lembre - em um único pronunciamento Tu nos fizeste ouvi-los juntos"). Outro motivo, mais prático, era acender velas pela casa para que as pessoas não tropeçassem nas coisas pela casa devido ao escuro (por ser proibido acender fogo no shabat, acende-se então antes). Mas as duas velas principais - estas sim mantidas até hoje - devem estar preferencialmente no local onde vai ser feita a refeição de shabat que sucede o kidush.

Para finalizar, citando Shemot 31:16-17, no qual D'us fala sobre o shabat: "E guardarão os filhos de Israel o (dia de) shabat, para fazer do shabat em suas gerações por pacto perpétuo. Entre Mim e os filhos de Israel ele (o shabat) será um sinal para sempre...".

domingo, 4 de janeiro de 2015

As luzes de shabat

Devido a seu cuidado e dedicação, enquanto viveu nossa matriarca Sarah atraiu varios milagres em se tratando de Shabat:
1) Suas velas queimavam de uma sexta a outra;
2) Sua massa de pão crescia milagrosamente (devido à separação da chalá);
3) A Shechiná (Presença Divina) pairava sobre sua tenda;

Logo após sua morte, tais bençãos haviam se afastado da tenda até o dia em que Itschac trouxe Rivká para a tenda de Sará e, devido a seu cuidado e dedicação, nossa matriarca Rivká trouxe novamente as bençãos que haviam se afastado com a morte de Sará. Nossos Sábios dizem que Rivká acendia as velas desde os 3 anos, por isso a idade apropriada para uma mulher comecar a acender as velas deve ser aos 3 anos. Ao acendermos as velas de Shabat devemos estender as mãos sobre elas em movimentos circulares vindo em nossa direção, em seguida cobre-se os olhos e diz a benção:
"Baruch Atá, Hashem Elokênu, Melech haolam, asher kideshánu bemitsvotav vetsivánu lehadlic ner shel shabat"
"Bendito és Tu, Eterno nosso D'us, Rei do universo, que nos santificaste com seus mandamentos e nos ordenaste acender a luz de shabat"
Por: Hannah Martins