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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

AVISO! BLOG NOVO!

Para quem estiver interessado, eu criei um blog que será dedicado exclusivamente a publicar comentários das porções semanais. Se chama Pinat Haperashá e será atualizado toda semana.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Perashat Noach 5777

Estas são as gerações de Noach. Noach era um honem justo, puro nas gerações dele; com D'us caminhou Noach. E gerou Noach três filhos: a Shem, a Cham e a Yêfet. E estava desolada a terra diante de D'us, e se encheu a terra de violência. E viu D'us a terra, e eis que estava desolada, pois toda carne desolou seu caminho sobre a terra.
Bereshit 6:9-12

Durante a geração do Dilúvio, toda a terra estava cheia de pessoas que eram completamente perversas, cheias de pessoas que não praticavam o bem a absolutamente ninguém. No final da perashá passada (Perashat Bereshit) vemos que o estado em que se encontrava a Humanidade foi causado pela corrupção dos líderes da época: a Torá explicita que os juízes (filhos de D'us, em tradução literal) se corromperam com "as filhas dos homens", e estes tomaram de todas as mulheres que lhes dava vontade (incluindo as que já eram casadas). A corrupção era generalizada, e aparentemente a Humanidade não tinha mais conserto.
Aí aparece Noach...
Existem duas opiniões sobre ele. Uma de que ele era de fato um grande justo. Mas há uma outra, mais intrigante: Noach só teria sido considerado justo porque foi considerado entre as pessoas com as quais vivia em sua geração. A Torá diz "Noach era um homem justo, puro nas gerações dele". Rashi e outros comentaristas explicitam que Noach é tido como puro porque D'us viu que nenhum de seus descendentes seria capaz de ser totalmente perverso, o que nos indica que todos teriam uma chance de fazer teshuvá - coisa que os outros descendentes de Adam não tinham mais por terem se afundado demais em violência e transgressões. De todas as pessoas que ouvimos na História, todas elas tinham alguma coisa boa, algum lado bom por menor que fosse - até mesmo os malditos Haman e Hitler (que seus nomes sejam apagados e esquecidos) tinham alguma bondade, ainda que apenas com as pessoas da sua família ou "raça" - o que lhes permitia a possibilidade de teshuvá. O maior ensinamento do Mabul não é que D'us pune os perversos, mas que todos tem algum lado bom (por menor que seja) e que todos tem portanto a possibilidade de arrependimento e de se recuperar de suas ações.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Perashat Mas'ê

"Estas são as jornadas dos filhos de Israel..."

A perashá começa mencionando todo o trajeto percorrido pelo povo de Israel desde a saída do Egito. Seforno diz que D'us desejou lembrar os méritos dos filhos de Israel, por O seguirem e habitarem por quarenta anos em terras não cultivadas, sendo assim tidos como meritórios de entrar na terra de Israel.
A jornada se iniciou a 15 de nissan ("no primeiro mês, no décimo quinto dia do mês"), partindo todo o povo desde Ramessés "com mão erguida aos olhos de todo o Egito" sob a liderança de Moshê, Aharon e Miriam. Em toda a jornada de quarenta anos pelo deserto, desde Ramessés até Arvot Moav, o povo acampou em quarenta e dois lugares distintos, dentre eles o deserto de Tsin e Hor Hahar - lugares de falecimento de Miriam e Aharon, respectivamente.
Agora o povo se encontrava próximo a Jericó, mas ainda a leste do rio Jordão. D'us ordena ao povo expulsar todos os habitantes que estavam na terra de Israel e eliminar todos os traços das idolatrias praticadas por esses povos. Alerta também sobre os riscos e perigos de ter estes povos em nosso meio.
A perashá em seguida passa a falar dos limites da terra de Israel, que o povo deveria ocupar. Curioso notar que os locais de falecimento dos líderes do povo de Israel foram escolhidos como marcadores das fronteiras da terra de Israel (exceto o Mar Mediterrâneo, já que é uma.fronteira natural): ao sul o deserto de Tsin/Kadesh, onde Miriam faleceu; ao norte o Hor Hahar, onde faleceu Aharon; e a leste o rio Jordão, onde posteriormente faleceria Moshê Rabênu. Assim como eles nos "limitaram" em vida no que poderíamos e deveríamos fazer com seus exemplos, na morte eles assinalaram as fronteiras da nossa herança, a sagrada Terra de Israel.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Perashat Matot

לרפואה ולברכה, לחנה בת פאולו ומשפחתה
Para cura e para benção, por Ana filha de Paulo e sua família
Depois de haver passado as mitsvot relativas aos sacrifícios e as festas, D'us agora convoca os líderes do povo e dá as mitsvot relacionadas a votos (nedarim) e juramentos (shevu'im). Logo em seguida D'us ordena a Moshé que convoque o povo para fazer guerra contra os midianitas pelo que eles fizeram com o povo de Israel, deixando todos os homens midianitas mortos, e dentre os mortos estava Bilam ben Be'or, que fora quem deu o conselho de entregar as mulheres midianitas para fazer Israel tropeçar.
Depois da guerra, D'us fala ao povo sobre como proceder com os utensílios espoliados. Daqui aprendemos as leis sobre casherização de utensílios que pertenceram a um não-judeu.
As tribos de Reúben e Gad solicitam a Moshé que lhes dê as terras a leste do rio Yarden como herança. Moshé lhes repreende por desejar descansar enquanto as outras tribos continuam as guerras pela conquista da Terra de Israel, mas concorda em lhes dar aqueles territórios com a condição de que eles se apressem e lutem junto com seus irmãos – o que foi prontamente aceito. Metade da tribo de Menashé também ganha territórios junto de Reúben e Gad do lado oriental do Yarden.

Um pensamento: Por que a perashá começa dizendo "E disse Moshé aos líderes das tribos de Israel", diferente da maioria das outras partes da Torá onde fala ou D'us dizendo a Moshé ou Moshé dizendo ao povo? Segundo Rashi, a ideia aqui foi dar honra aos líderes, ensinando-os primeiro, para só depois esses líderes ensinarem ao povo - de fato, todas as mitsvot foram entregues desta forma, mas aqui a Torá quis reforçar a ideia de estudo.